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Cuidados nutricionais no paciente oncológico pediátrico

A desnutrição tem uma alta incidência em pacientes oncológicos pediátricos e pode ser evidenciada ao diagnóstico ou após o início do tratamento. Ela pode ser causada por inúmeros fatores e interfere na sobrevida e na resposta do paciente ao tratamento proposto.

A presença do tumor ou o tratamento antineoplásico pode causar intercorrências gastrointestinais (náuseas, vômitos, anorexia, aversão aos alimentos, alterações de paladar, mucosite, esofagite, diarréia, constipação, dificuldades de deglutição, baixa ingestão, má absorção de nutrientes, etc.) com graves conseqüências para o estado nutricional do paciente.

A intervenção e acompanhamento nutricionais têm por objetivo promover o crescimento e desenvolvimento normais da criança, melhorar a resposta imunológica, aumentar a tolerância do paciente ao tratamento e melhorar a sua qualidade de vida.

Durante a consulta é realizada a avaliação nutricional, através da qual é possível estimar a necessidade energética do paciente, identificar a presença de desnutrição e monitorar o crescimento da criança.

Após fechado o diagnóstico nutricional é traçada uma terapia nutricional e o nutricionista avalia a melhor via de administração da dieta.

A via preferencial é a via oral, onde são oferecidos alimentos familiares à criança e o cardápio variado é estimulado. No caso de necessidade de utilização de suplementos alimentares, são prescritas dietas específicas para crianças ou módulos alimentares.

Em alguns casos, a utilização de catéteres (naso-gástrico ou naso-jejunal) ou ostomias (gastro ou jejunostomia) se faz necessária por um período de tempo, mas isso deve ser visto como parte do tratamento e deve ter aprovação dos cuidadores para que haja aderência e continuidade a essa terapia.

A orientação nutricional é mais uma ferramenta utilizada pelo nutricionista para adaptar a dieta à aceitação do paciente e às suas necessidades de calorias e proteínas.

O acompanhamento nutricional, através de consultas subseqüentes, nos permite reavaliar a eficácia da terapia nutricional e fazer os ajustes e as modificações pertinentes.

A intervenção nutricional é importante em qualquer etapa do tratamento, porém é mais eficaz quando iniciada ao diagnóstico.

Analucia Oliveira
Nutricionista

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