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Tipos
de câncer mais comuns em crianças
• Leucemias
• Tumores do Sistema Nervoso Central
• Linfomas
• Neuroblastoma
• Tumor de Wilms
• Rabdomiossarcoma
• Tumores dos ossos
• Retinoblastoma
• Doença de Hodgkin
• Histiocitose
• Tumores Germinativos
LEUCEMIA
É o câncer mais comum na infância. As formas
crônicas são muito raras, sendo as leucemias agudas
as mais comuns. Elas têm origem na medula óssea, onde
normalmente é produzido
o sangue. Manifesta-se com dor nos ossos ou nas articulações,
palidez, manchas roxas, sangramentos, febre, abatimento, etc.
Existem vários tipos de leucemia: leucemia linfóide
aguda (LLA) que representam 70 % dos casos, seguida da leucemia
mielóide aguda (LMA), com 23% dos casos e ainda um pequeno
grupo de outras leucemias com 7% dos casos. As leucemias podem ter
índices de cura de até 80% sendo o tratamento principal
a quimioterapia. Em alguns casos, pode-se indicar também
radioterapia e transplante de medula.
TUMORES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL
Os tumores do sistema nervoso central, ou seja, originados no cérebro,
cerebelo ou medula espinhal, são os tumores sólidos
mais freqüentes em crianças.Os sintomas mais comuns
são dor de cabeça e vômitos pela manhã,
tontura, perda do equilíbrio, alterações do
comportamento e convulsões.
Qualquer criança com estes sintomas deve ser examinada por
médico neurologista, além de realizar tomografia ou
ressonância nuclear magnética do crânio. O diagnóstico
do tipo exato de tumor é feito durante a cirurgia. Os tumores
benignos são tratados apenas com cirurgia. Para os tumores
malignos são, em geral, necessários tratamentos complementares
com quimioterapia e/ou radioterapia.
NEUROBLASTOMA
Ocorre geralmente em crianças com menos de 5 anos. Os locais
mais frequentes são abdome, tórax e pescoço,
perto da coluna vertebral.
Pode afetar o fígado, ossos e medula óssea.O aumento
de volume do abdome sempre deve ser notificado ao pediatra que acompanha
a criança.
Os tumores que crescem próximos da coluna vertebral podem
causar fraqueza nas pernas, dor e perda do controle da eliminação
de fezes e urina. Se o tratamento não for iniciado
a tempo, a criança pode ficar com paralisia definitiva.
Para se diagnosticar o neuroblastoma deve-se realizar a biópsia
e/ou aspirado da medula
do osso. Caso esta não contenha células do tumor é
então necessário realizar uma biópsia do tumor,
ou seja, retirar um pedaço pequeno através de cirurgia,
para que um médico patologista possa ver o tumor no microscópio.
Os neuroblastomas são tratados com cirurgia
e quimioterapia. Em alguns casos pode ser indicado a radioterapia
e também o transplante de medula óssea.
RETINOBLASTOMA
É um tumor que acomete os olhos e geralmente ocorre antes
dos 4 anos de idade. A principal manifestação é
um reflexo brilhante no olho acometido (leucocoria), parecido com
o brilho que apresentam os olhos de um gato quando se ilumina os
seus olhos à noite.
As crianças podem ainda ficar estrábicas (vesgas),
ter dor nos olhos ou perder a visão. Alguns retinoblastomas
são hereditários. Se outras pessoas da família
já tiveram o tumor,
as crianças tem que ser examinadas por um oftalmologista
experiente desde que nascem para que o diagnóstico seja o
mais precoce possível.
Os retinoblastomas são diagnosticados por médicos
experientes através do exame do fundo de olho, com a pupila
bem dilatada. Em geral, não se deve realizar biópsias.
Os tumores pequenos podem ser tratados com métodos especiais
que permitem preservar a visão. Nos casos avançados,
o olho pode precisar ser retirado e a criança pode precisar
de quimioterapia e/ou radioterapia.
RABDOMIOSSARCOMA
São tumores que ocorrem em músculos. O Rabdomiossarcoma
é o sarcoma mais comum da criança e do adolescente.
Podem ocorrer na cabeça, pescoço, área genital,
braços e pernas
e dentro do abdome ou do tórax. Quando localizados superficialmente,
pode-se visualizar
o tumor, acompanhado ou não de dor e vermelhidão da
pele.
Para o diagnóstico definitivo dos sarcomas é necessário
que um cirurgião experiente em câncer realize um biópsia
para exame do tumor no microscópio. O tratamento em geral
engloba duas ou três destas modalidades terapêuticas:
cirurgia, quimioterapia
e radioterapia.
TUMORES ÓSSEOS
São mais frequentes em adolescentes. Quase sempre existe
a história de um trauma, que causa dor, mas a dor persiste
e não vai embora. O local mais frequente é logo acima
ou logo abaixo do joelho. A pele pode ficar vermelha e quente e,
quando o tumor cresce, podemos ver também inchaço
no local.
Estes sintomas podem ser confundidos principalmente com infecções.
Para se fazer o diagnóstico, é importante fazer radiografia
do local e um médico ortopedista com bastante experiência
em câncer deve realizar uma biópsia.
Os tipos mais comuns de tumores ósseos malignos são
osteossarcoma e tumor de Ewing. O tratamento é feito com
cirurgia e quimioterapia para ambos os tumores sendo que para os
Tumores de Ewing em muitos casos há indicação
da associação do tratamento radioterápico.
TUMOR
DE WILMS
Apresenta-se como uma massa dentro do abdome, geralmente percebida
pela mãe. Ocorre em geral antes dos 5 anos de idade e origina-se
no rim. A criança pode ainda apresentar urina escura pela
presença de sangue, dores abdominais e pressão alta.
O exame inicial mais indicado para o diagnóstico é
o ultra-som. O tratamento é cirurgia, retirando-se o rim
comprometido, seguido em geral de quimioterapia e, em alguns casos,
radioterapia. A cura está estimada em torno de 90% dos casos
quando tratados precocemente.
LINFOMA
NÃO HODGKIN
Os linfomas têm como forma de apresentação usual
uma ou mais massas evidentes, por aumento de gânglios linfáticos,
aumento do baço, do fígado, massa abdominal ou torácica.
Ocorre mais freqüentemente no sexo masculino, principalmente
entre os 4 e 8 anos e idade. Às vezes, o linfoma causa parada
de evacuações e dor no abdome, sendo diagnosticado
na cirurgia. Aumento do volume do abdome, vômitos, cólicas,
tosse ou falta de ar são os sinais iniciais mais comuns.
O diagnóstico dos linfomas depende de biópsia do tumor.
O tratamento é feito com quimioterapia e não é
necessária a retirada cirúrgica do tumor. Quando diagnosticado
precocemente, os índices de cura estão em torno de
80% dos casos.
DOENÇA
DE HODGKIN
É um tumor que acomete gânglios e baço. A maioria
dos casos começa com adenomegalias, "ínguas"
que vão crescendo no pescoço, nas axilas ou região
inguinal.
A criança pode apresentar febre prolongada e perda de peso.
O diagnóstico da doença de Hodgkin é feito
através de biópsia de um gânglio aumentado de
tamanho. O tratamento
é feito com quimioterapia e radioterapia. Obtêm-se
a cura em torno de 85% dos casos.
TUMORES
GERMINATIVOS
Nos adultos são tumores que se desenvolvem principalmente
nas gônadas, ou seja, nos ovários ou testículos.
Na criança além dessas localizações
eles podem se originar dentro do abdome ou do tórax ou mesmo
no sistema nervoso central, em geral na linha média do corpo.
Uma localização que é típica da criança
é aquela conhecida como teratoma sacro-cocígeo. Ela
ocorre principalmente em meninas e na maioria das vezes já
está presente ao nascimento. Pode se perceber um tumor nos
glúteos ou não se perceber quando ele cresce predominantemente
para o interior da pelve. Em geral ele comprime o intestino e a
criança apresenta dificuldade progressiva para evacuar. O
diagnóstico precoce e o pronto tratamento cirúrgico
é de importância vital uma vez que em geral o tumor
tem natureza benigna
ao nascimento apresentando transformação maligna por
volta do sexto mês de vida. O tratamento é realizado
com cirurgia e quimioterapia.
HISTIOCITOSE
A histiocitose é uma doença tratada por oncologistas
apesar de não ser câncer, pois muitas vezes as crianças
precisam de quimioterapia para melhorar.
Pode-se apresentar como uma dermatite seborréica de difícil
tratamento, otite supurativa crônica, lesões na pele,
fígado e baço aumentados, lesões nos ossos,
anemia.
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